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domingo, 17 de setembro de 2017

S. Martinho do Porto





“Tenho viajado muito em Portugal e no Estrangeiro, mas não conheço nada mais lindo do que São Martinho 

do Porto”.   Rei D. Carlos




Estação de Caminhos de Ferro de S. Martinho do Porto



Baía de S. Martinho do Porto ( "Concha Azul")


 

Vista panorâmica a partir do elevador





(...)

 Hoje 

Sei apenas gostar 

De uma nesga de terra 

Debruada de mar.


Miguel Torga, in Pátria, Portugal

sábado, 10 de setembro de 2016

Praia dos Alteirinhos


Qualquer caminho leva a toda a parte

Qualquer caminho leva a toda a parte.
Qualquer ponto é o centro do infinito.
E por isso, qualquer que seja a arte
De ir ou ficar, do nosso corpo ou espírito,
Tudo é estático e morto. Só a ilusão
Tem passado e futuro, e nela erramos.
Não há estrada senão na sensação
É só através de nós que caminhamos.
Tenhamos pra nós mesmos a verdade
De aceitar a ilusão como real
Sem dar crédito à sua realidade.
E, eternos viajantes, sem ideal
Salvo nunca parar, dentro de nós,
Consigamos a viagem sempre nada
Outros eternamente, e sempre sós;
Nossa própria viagem é viajante e estrada.
Que importa que a verdade da nossa alma
Seja ainda mentira, e nada seja
A sensação, e essa certeza calma
De nada haver, em nós ou fora, seja
Inutilmente a nossa consciência?
Faça-se a absurda viagem sem razão.
Porque a única verdade é a consciência
E a consciência é ainda uma ilusão.
E se há nisto um segredo e uma verdade
Os deuses ou destinos que a demonstrem
Do outro lado da realidade,
Ou nunca a mostrem, se nada há que mostrem.
O caminho é de âmbito maior
Que a aparência visível do que está fora,
Excede de todos nós o exterior
Não para como as coisas, nem tem hora.
Ciência? Consciência? Pó que a estrada deixa
E é a própria estrada, sem a estrada ser.
É absurda a oração, absurda a queixa.
Resignar(-se) é tão falso como ter.
Coexistir? Com quem, se estamos sós?
Quem sabe? Sabe [...] que são?
Quantos cabemos dentro em nós?
Ir é ser. Não parar é ter razão.

                                                                                                                                              Fernando Pessoa -11-10-1919

domingo, 4 de setembro de 2016

Alentejo


A luz que te ilumina,
 Terra da cor dos olhos de quem olha! 
A paz que se adivinha
 Na tua solidão 
Que nenhuma mesquinha 
Condição 
Pode compreender e povoar! 
O mistério da tua imensidão 
Onde o tempo caminha 
Sem chegar!... 

Miguel Torga