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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Charola do Convento de Cristo - Tomar


 Convento de Cristo - Charola Românica

A Charola do Convento de Cristo, célebre por ser, na sua origem, um dos mais extraordinários exemplos da arquitectura templária, pertence à campanha de obras românica e gótica, dos séculos XII e XIII.

Trata-se de um edifício poligonal, com oito faces no tambor central, desdobradas em dezasseis faces no exterior, que pretende reproduzir idênticos edifícios de planta centralizada, conhecidos dos templários e inspirados na Igreja do Santo Sepulcro de Jerusalém. Concluída no século XII, possuía porta a nascente que se manteve em funcionamento até à reforma manuelina.

Sob o impulso do Infante D. Henrique, quando este foi governador da Ordem de Cristo, 1420 – 1460, procedeu-se à primeira alteração do edifício, com abertura de dois tramos a poente, de modo a instalar-se aí o coro e a tribuna. Desta época datará também o tubo de órgão de madeira e couro, ainda visível na parede norte da Charola.

A maior campanha de obras é promovida mais tarde por D. Manuel I, entre 1495 e 1521, durante a qual se rasgam completamente dois, dos dezasseis tramos da parede externa, abrindo o espaço a Ocidente, através do grande arco triunfal que unirá este espaço à nova igreja manuelina. É desta época, também, o programa decorativo que acentua a riqueza do local.

O enriquecimento do programa iconográfico da Charola, transformada em capela-mor da nova igreja, incluiu escultura, pintura sobre madeira e sobre couro, pintura mural e estuques.

Particularmente importante foi a descoberta, nos nossos dias, de pinturas contemporâneas de D. Manuel I, (1510 – 1518) que cobriam a abóbada do deambulatório, e que haviam sido recobertas de cal em época posterior. Foram removidas na campanha de obras para recuperação da Charola realizada no final dos anos 80 do século XX.

A Charola é um conjunto espectacular, testemunho não só da arquitectura templária, como, também, exemplar magnífico do esplendor Manuelino constituindo motivo de visita obrigatória do Convento de Cristo.

Fonte: http://www.convento de Cristo.pt







Charola, edifício poligonal, com oito faces no tambor central e com dezasseis faces no exterior, inspirado na Rotunda do Santo Sepulcro de Jerusalém.



 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Claustro da Lavagem - Convento de Cristo - Tomar


Claustro da Lavagem 

  Claustro da Lavagem, estilo Gótico, remonta à primeira metade do século XV, mandado construir  pelo Infante D. Henrique.
   Apresenta dois andares. Em Portugal foi um dos primeiros claustros a ser construído.
   



Torre da Igreja (Charola) vista do Claustro da Lavagem

sábado, 25 de agosto de 2012

Igreja Senhor Jesus da Piedade - Elvas


Igreja Senhor Jesus da Piedade - Elvas


No contexto da arquitectura portuguesa de Setecentos, marcada por um forte eclectismo resultante de diferentes confluências de inspiração nacional e internacional, a igreja do Senhor Jesus da Piedade, em Elvas, constitui um dos mais significativos exemplos das experiências barrocas do reinado de D. João V. Todavia, ao contrário do que acontece noutros templos alentejanos, também eles inscritos no ciclo de influência de Mafra (SERRÃO, 2003, p. 188), o modelo do Senhor Jesus da Piedade parece não derivar do grande monumento joanino, mas sim da convergência entre a tradição nacional e o barroco da Europa Central, como veremos mais à frente (GOMES, 1988, p. 31).

Edificada em 1753, a igreja veio substituir uma pequena capela, que havia sido construída poucos anos antes, em 1737. É possível que a exiguidade do primeiro espaço tivesse levado à sua ampliação, pois a romaria a este templo (de 20 a 23 de Setembro) era considerada uma das mais concorridas da região (KEIL, 1943, p. 69). O adro que lhe fica fronteiro, com a sua escadaria, corrobora esta ideia, uma vez que estes terreiros, de alguma amplitude, tinham como principal função receber os crentes, substituindo assim os longos escadórios dos santuários do Norte do país (BORGES, 1999). Nos muros, o revestimento azulejar polícromo data já da segunda metade do final do século XVIII.

A igreja desenvolve-se em planta longitudinal, de nave única. A fachada é marcada por torres, coroadas por cúpulas bolbosas, implantadas obliquamente em relação ao alçado, formando um losango, o que constitui uma solução quase única no nosso país (ver igreja da Senhora da Graça da Atouguia da Baleia), embora comum na Europa Germânica e no Brasil (GOMES, 1988, p. 31; ATAÍDE, 1992). Estas, formando com o corpo central uma espécie de contracurva ou harmónio, têm o poder de conferir à fachada uma forte unidade. Contudo, as duas correntes a que nos referimos inicialmente encontram-se aqui bem presentes. Seguindo, novamente, a leitura de Paulo Varela Gomes (IDEM, p. 32), percebemos como as cúpulas e o frontão são elementos barrocos, enquanto a linearidade dos restantes elementos (portal com frontão curvo, janelão recto...), com as pilastras a evidenciar a depuração do alçado, estão mais próximos da arquitectura de tradição nacional. Por sua vez, a influência da Europa Central faz-se sentir na ambiguidade ou não funcionalidade específica de determinados elementos, como é o caso do frontão.
No interior, a nave é revestida por mármores de diferentes tonalidades. Tem dois altares laterais, de mármores polícromos, com telas pintadas por Cyrillo Wolkmar Machado, representando Nossa Senhora da Graça e o Arrependimento de S. Pedro (KEIL, 1943, p. 69). Dois púlpitos também de mármore, exibem motivos dourados, e o coro assenta em arco abatido. A ligação entre o corpo da nave a capela-mor é feita através de um corpo com os cantos cortados, que forma um octógono, numa solução também original. Na capela-mor, o retábulo foi executado no mesmo material que os restantes altares, encontrando-se, no pavimento, uma lápide sepulcral onde se refere que Roperto Manoel Marques e Vas.os, cavaleiro de sua majestade e padroeiro da igreja, mandou fazer da capela-mor jazigo para si e seus descendentes, no ano de 1779.

Desconhecemos o autor de tão interessante risco, embora recentemente, Vítor Serrão tenha apontado, com bastantes reservas, o nome de José Francisco de Abreu, arquitecto alentejano ainda pouco conhecido mas com obra comprovada em Elvas e Vila Viçosa (SERRÃO, 2003, p. 188).

Uma última referência para a sacristia, com tecto pintado, portas com almofadas entalhadas e douradas, e revestimento azulejar polícromo.

(Rosário Carvalho)

Fonte: IGESPAR IP 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Praça Príncipe D. Carlos - Elvas


Praça Príncipe D. Carlos

As obras de abertura da praça, iniciadas em 1511, foram realizadas no contexto de grandes melhoramentos promovidos durante o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521), quando a povoação foi elevada à categoria de cidade. Os planos para criar uma nova praça eram antigos, datando de 1477 um documento da Câmara Municipal que afirma que o antigo centro da vila - uma praça localizada nos Cantos da Carreira - era "indigna" da povoação.





Praça Príncipe D. Carlos e Igreja Nossa Srª da Assunção - Elvas


A partir de 1517 foi erguida na praça - chamada então "Praça Nova" - a Igreja de Nossa Senhora da Assunção, desenhada por Francisco Arruda no estilo vigente na época, o manuelino. Esta igreja, cuja construção durou todo o século XVI, foi elevada ao rango de catedral e serviu como Sé de Elvas até 1882, quando a diocese foi dissolvida. Em 1538 foram transferidos a um edifício da praça os novos Paços do Concelho, construído junto à muralha da época muçulmana. A Praça Nova era, assim, o centro religioso e administrativo de Elvas, além de ser o local onde eram realizadas feiras e touradas.
Em 1886 passa a chamar-se "Praça do Príncipe D. Carlos" e em 1910 passa a "Praça da República".

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Pelourinho de Elvas




Pelourinho de Elvas

 
Elvas recebeu primeiro foral de D. Sancho II, em 1229, e Foral Novo de D. Manuel, em 1512, no ano anterior à sua elevação a cidade. Embora se tenha certamente erguido um pelourinho na sequência da carta de foral manuelina, nada se conhece actualmente desse monumento. O pelourinho de Elvas será na realidade o mesmo que se erguia no antigo concelho de Ouguela (hoje integrado em Campo Maior), que recebeu Foral Novo no mesmo ano de 1512. A extinção do concelho, no século XIX, poderá ter justificado a retirada da picota, cuja localização ainda é evocada no topónimo do Largo do Pelourinho, no interior do castelo. A coluna quinhentista terá sido desmontada em 1872, e os seus componentes levados para Elvas, onde ficaram depositados no Museu Municipal. Remontado em c. 1942, desta feita na localização actual (diante da Sé), recebeu algumas peças novas, em parte identificáveis através da observação cuidada do monumento. Será o caso do pedestal, em mármore, e dos degraus de acesso ao fuste, já que os originais terão ficado em Ouguela. Também o capitel e o remate são nitidamente peças modernas, embora os ferros de sujeição, intactos, sejam supostamente quinhentistas (Luís KEIL, 1943).


Sobre uma plataforma octogonal, talhada para vencer o desnível do terreno, ergue-se um soco de quatro degraus também octogonais, de aresta viva, servindo de suporte à coluna. O fuste assenta sobre base prismática, decorada com uma molduração horizontal, e rematada por escócia decorada com bolas, e bocel. O fuste, cilíndrico, é composto por dois troços de altura idêntica, espiralados sinistorsum, com espirais decoradas por fiadas de bolas, unidos por anel central torso. O capital é composto por coxim cilíndrico liso, com bolas, e ábaco quadrado saliente, ornado de um motivo espinhado, e rematado por moldura em torsade. Os ferros de sujeição, em cruz, com o formato de serpes e conservando as argolas, foram inseridos entre o capitel e o remate piramidal, com arestas decoradas por bolas


Fonte: IGESPAR