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terça-feira, 25 de setembro de 2012

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Igreja da Memória - Lisboa


Igreja da Memória - Junqueira - Belém


"A sua construção teve início em 1760, em memória da tentativa de assassinato do rei D. José pela família Távora (a 3 de Setembro de 1758), provindo daí o seu nome. D. José retornava de um encontro com uma senhora da família Távora, sendo a sua carruagem atacada, e o Rei ferido com uma bala no braço. O Marquês de Pombal, que já tinha então problemas com a família, e gozava de poder absoluto, não perdeu a oportunidade para se vingar, acusando-os de conspiração contra a família real, tendo em 1759 sido a família executada. No Beco do Chão Salgado, na Rua de Belém, ainda hoje se encontra um pilar de homenagem à família.

Os trabalhos de construção da Igreja pararam em 1762, por motivos financeiros, e só em 1781 são retomadas, já com alterações ao projecto inicial.

O projecto inicial esteve a cargo do Italiano Giovanni Carlo Bibienna arquitecto e cenógrafo muito conceituado na época, a condução das obras foi entregue a Mateus Vicente de Oliveira, que substituiu o arquitecto Italiano.
Após a referida paragem nas obras, a conclusão da Igreja foi projectada pelo Arquitecto Mateus Vicente de Oliveira, que introduziu alterações ao anterior projecto, ficando apenas por concluir os trabalhos na torre sineira aquando a morte do Arquitecto.

A Igreja apresenta-se hoje em dia num gracioso estilo neo-clássico, com interior em mármore, destacando-se a sua cúpula e o célebre túmulo de Sebastião José de Carvalho e Melo, o célebre Marquês de Pombal."

Fonte: Guia da Cidade - Lisboa

domingo, 23 de setembro de 2012

Outono - Manteigas


Serra da Estrela - Manteigas


Outono.
( A palavra é cansada...)
Tudo a cair de sono,
Como se a vida fosse assim, parada!
-
(...)
O próprio sol, sem força e sem altura,
Olha
Dum céu sem luz e levedura.
-
Fria,
A cor sem nome duma vinha morta
Vem carregada de melancolia
Bater-me à porta.

Miguel Torga

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Ria de Aveiro - Torrão do Lameiro

Ria de Aveiro - Torrão do Lameiro



”Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, e sonhar sempre, pois sendo mais do que um espectáculo de mim mesmo, eu tenho que ter o melhor espectáculo que posso.

E, assim, me construo a ouro e seda em salas supostas, invento palco, cenário para viver
o meu sonho entre luzes brandas e músicas invisíveis.”


Fernando Pessoa, Livro do Desassossego

domingo, 16 de setembro de 2012

Moinho de Água - Malcata


Moinho de Água - Malcata

Situado no local do Bradará, junto à capela de S. Domingos, local aprazível, com sombra, água  a 

correr  e mesas para um piquenique.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ria - Torrão do Lameiro


Ria de Aveiro vista do Torrão do Lameiro


"Na Ribeira deste rio"

Na ribeira deste rio
Ou na ribeira daquele
Passam meus dias a fio
Nada me impede, me impele
Me dá calor ou dá frio

Vou vivendo o que o rio faz
Quando o rio não faz nada
Vejo os rastros que ele traz
Numa sequência arrastada
Do que ficou para trás

Vou vendo e vou meditando
Não bem no rio que passa
Mas só no que estou pensando
Porque o bem dele é que faça
Eu não ver que vai passando

Vou na ribeira do rio
Que está aqui ou ali
E do seu curso me fio
Porque se o vi ou não vi
Ele passa e eu confio.

Fernando Pessoa

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Mosteiro de S. Salvador - Grijó




           "(,,,)  claustro, de planta quadrada, com dois registos, tendo no primeiro a ordem jónica e no segundo a ordem coríntia. O registo superior é coberto por tecto de madeira. No espaço do claustro existem diversos painéis de azulejos policromos com figurações de apóstolos e doutores da igreja. Ao centro do espaço claustral foi edificado um chafariz de modelo flamengo, decorado por carrancas e motivos roll werk. Na ala norte do claustro foi colocado o túmulo de D. Rodrigo Sanches, filho ilegítimo de D. Sancho I."

Fonte: http://www.wikipédia.pt

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Igreja São João Baptista - Tomar



A primitiva Igreja de São João Baptista de Tomar remonta ao tempo do Infante D. Henrique, sendo referenciada na documentação coetânea como ponto de reunião local. No início do século XVI a igreja foi reconstruída e ampliada, embora o nome do autor do projecto manuelino permaneça desconhecido.

Em 1510 documenta-se o final das obras e no ano seguinte concluía-se a estrutura da torre sineira. No ano de 1520 o rei D. Manuel decretou que a Igreja de São João Baptista fosse elevada a Colegiada, integrando as capelas de padroado real.

O templo manuelino desenvolve-se em planta rectangular, cuja tipologia se inspira no modelo das igrejas mendicantes. Dividindo-se em três naves, perfeitamente demarcadas no exterior, possui uma torre sineira de grandes dimensões edificada do lado esquerdo da fachada.

O portal principal, de gosto manuelino, apresenta um arco contracurvado enquadrado num alfiz totalmente decorado com relevos de motivos vegetalistas, zoomórficos e símbolos heráldicos. Este modelo apresenta muitas semelhanças com a "(...) obra francesa no âmbito da escultura ornamental das Capelas Imperfeitas da Batalha (...)" (FRANÇA, 1994, p. 38).

O interior, coberto por tectos de madeira, apresenta as naves divididas por arcos quebrados. A cabeceira tripla é ladeada por capelas comunicantes com cobertura de abóbada de nervuras cujas mísulas de apoio são decoradas com heráldica manuelina. Do programa decorativo destaca-se o púlpito de secção poligonal repleto de relevos vegetalistas lavrado em 1513, "(...) cujo gosto de gótico francês é correntemente sublinhado (...)" (Idem, ibidem, p. 39).

Os altares laterais, em cantaria, foram edificados no século XVII, na mesma época em que a cabeceira foi revestida de painéis de azulejos. Estes acabariam por ser retirados no primeiro quartel do século XVIII, quando foi colocado no seu lugar o retábulo-mor de talha dourada.

A Igreja de São João Baptista foi restaurada pela primeira vez em 1875, embora oito anos depois desta data se reclamassem novas obras no templo, nomeadamente o restauro do portal e do púlpito. Ao longo do século XX, a matriz foi sendo objecto de sucessivas obras de beneficiação de estruturas, limpeza e restauro do programa decorativo.

                                                                                                                         Fonte: IGESPAR