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sábado, 26 de janeiro de 2013

Mosteiro de S. Salvador - Grijó



Vive sem Horas  

Vive sem horas. 
Quanto mede pesa,
E quanto pensas mede.
Num fluido incerto nexo, como o rio
Cujas ondas são ele,
Assim teus dias vê, e se te vires
Passar, como a outrem, cala.
                                                                                                                    Ricardo Reis, in "Odes"
                                                                                                          Heterónimo de Fernando Pessoa

sábado, 12 de janeiro de 2013

Tejo - Vila Velha de Ródão


Tejo - Vila Velha de Ródão



 (...)  Pelo Tejo vai-se para o Mundo (...)


                                                                         Alberto Caeiro, in O Guardador de Rebanhos, Heterónimo de Fernando Pessoa





sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Para além da curva da estrada - Ródão


Para além da curva da estrada
Talvez haja um poço, e talvez um castelo,
E talvez apenas a continuação da estrada.
Não sei nem pergunto.
Enquanto vou na estrada antes da curva
Só olho para a estrada antes da curva,
Porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
De nada me serviria estar olhando para outro lado
E para aquilo que não vejo. 



Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Se há alguém para além da curva da estrada,
Esses que se preocupem com o que há para além da curva da estrada.
Essa é que é a estrada para eles.
Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por ora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
Há a estrada sem curva nenhuma. 



                                            Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" Heterónimo de Fernando Pessoa

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Praça da República - Nisa (2)


Praça da República - Nisa


Quando está frio

"Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável, 
Porque para o meu ser adequado à existência das cousas 
O natural é o agradável só por ser natural. 
Aceito as dificuldades da vida porque são o destino, 
Como aceito o frio excessivo no alto do Inverno — 
Calmamente, sem me queixar, como quem meramente aceita, 
E encontra uma alegria no facto de aceitar — 
No facto sublimemente científico e difícil de aceitar o natural inevitável. 
Que são para mim as doenças que tenho e o mal que me acontece 
Senão o Inverno da minha pessoa e da minha vida? 
O Inverno irregular, cujas leis de aparecimento desconheço, 
Mas que existe para mim em virtude da mesma fatalidade sublime, 
Da mesma inevitável exterioridade a mim, 
Que o calor da terra no alto do Verão 
E o frio da terra no cimo do Inverno. 
Aceito por personalidade. 
Nasci sujeito como os outros a erros e a defeitos, 
Mas nunca ao erro de querer compreender demais, 
Nunca ao erro de querer compreender só com a inteligência, 
Nunca ao defeito de exigir do Mundo 
Que fosse qualquer cousa que não fosse o Mundo. "


24-10-1917
 In Poemas Inconjuntos, Alberto Caeiro - Heterónimo de Fernando Pessoa




quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Praça da República - Nisa


  Praça da República - Nisa

"Aqui Onde se Espera "
 
 Aqui onde se espera
- Sossego, só sossego -
Isso que outrora era,

Aqui onde, dormindo,
-Sossego, só sossego-
Se sente a noite vindo,

E nada importaria
-Sossego, só sossego-
Que fosse antes o dia,

Aqui, aqui estarei
-Sossego, só sossego -
Como no exílio um rei,

Gozando da ventura
- Sossego, só sossego -
De não ter a amargura

De reinar, mas guardando
- Sossego, só sossego -
O nome venerando...

Que mais quer quem descansa
- Sossego, só sossego -
Da dor e da esperança,

Que ter a negação
- Sossego, só sossego -
De todo o coração ?
                                                                                                             Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro'

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Nisa - Praça da República


Praça da República (06.01.2013)

Do lado esquerdo - Biblioteca

Em frente - Torres da Igreja Matriz e Torre do Relógio

domingo, 6 de janeiro de 2013

Feliz Dia de Reis









"E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro incenso e mirra."

Mateus 2:11- Bíblia

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Farol - Cabo da Roca


          



            O farol do Cabo da Roca, ponto mais ocidental do continente Europeu, "... Onde a terra acaba e o mar começa..." Luis de Camões, Lusíadas, Canto III, ergue-se sobre umas escarpas, a mais de 140 m acima do nível do mar.


            Foi mandado edificar em 1758, por alvará de Marquês de Pombal, no reinado de D. José. Entrou em funcionamento em 1772.


           O local possui fauna e flora com espécies únicas.