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quinta-feira, 21 de março de 2013

"Violoncelo" - Rua 31 de Janeiro - Porto

"Violoncelo"


Violoncelo 

Chorai arcadas
Do violoncelo!
Convulsionadas,
Pontes aladas
De pesadelo...
De que esvoaçam,
Brancos, os arcos...
Por baixo passam,
Se despedaçam,
No rio, os barcos.
Fundas, soluçam
Caudais de choro...
Que ruínas, (ouçam)!
Se se debruçam,
Que sorvedouro!...
Trêmulos astros,
Soidões lacustres...
_ Lemes e mastros...
E os alabastros

Dos balaústres!
Urnas quebradas!
Blocos de gelo...
_ Chorai arcadas,
Despedaçadas,
Do violoncelo.

Camilo Pessanha, in 'Clepsidra'


terça-feira, 19 de março de 2013

Ponte D. Luís - Porto


        Por proposta de lei de 11 de Fevereiro de 1879, o Governo determinou a abertura de concurso para a construção de uma ponte metálica sobre o rio Douro.




quinta-feira, 7 de março de 2013

Torre dos Clérigos - Porto

Torre dos Clérigos

      O Porto é o Douro e o granito (...) Mas é também - e é sobretudo - a cidade barroca. O granito rude e lisamente usado dos tempos medievais dá lugar às estruturas magníficas e complexas de uma arquitectura que se situa entre o italianismo erudito, lembranças da Europa Central, e um porteguesismo característico, (...) com a grande Torre dos Clérigos dominando a paisagem. A Torre e a Igreja dos Clérigos é a obra mais emblemática do «Archytecto Dom Nicolau» (...).
      A torre, com mais de 70 m de altura, constitui um ex-libris da cidade do Porto, tendo sido edificada entre 1757 e 1763. Constitui um depoimento cenográfico como poucos, implantando-se num alto e oferecendo o seu perfil à cidade que então se renovava.

PEREIRA, Paulo, Portugal Património Mundial, PREMIUM CIL

terça-feira, 5 de março de 2013

Janelas do Porto

Janelas do Porto (Freguesia de S. Nicolau)








Janelas do Porto
Janelas abertas, mesmo até desertas
Dão ao Porto tanta graça
Porque os cortinados, como namorados
Dizem sempre adeus a quem lá passa
E p'la noite fora brilhando hora a hora
Numa fantasia que seduz
O Porto é um tesouro, cravejado a ouro
Com rubis feitos de luz

Porto dos bairros velhinhos
Das tripeirinhas singelas
Dos telhados pobrezinhos
Janelas, lindas Janelas

E mal rompe a Aurora, vai p'la rua fora
O cortejo da alegria
São mãos calejadas, pobres mas honradas
Que partem p'rá faina dia a dia
E quando à tardinha tudo se encaminha
Da faina da vida para o lar
A noite aparece, o Porto adormece
Cansado de trabalhar.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Porto - Rio Douro - Vila Nova de Gaia

Rio Douro - Porto

Porto Sentido

Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do Pilar
Vê um velho casario
Que se estende ate ao mar
Quem te vê ao vir da ponte
És cascata, são-joanina
Erigida sobre o monte
No meio da neblina.
Por ruelas e calçadas
Da Ribeira até à Foz
Por pedras sujas e gastas
E lampiões tristes e sós.
E esse teu ar grave e sério
Dum rosto e cantaria
Que nos oculta o mistério
Dessa luz bela e sombria
[refrão]
Ver-te assim abandonada
Nesse timbre pardacento
Nesse teu jeito fechado
De quem mói um sentimento
E é sempre a primeira vez
Em cada regresso a casa
Rever-te nessa altivez
De milhafre ferido na asa.