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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Convento Nª Srª da Estrela - Marvão


Convento Nª Srª da Estrela - Marvão

       Na origem do convento da Estrela entrou, como em muitos outros que em Portugal se estabeleceram, a lenda piedosa de um milagre, de um caso sobrenatural, lenda que o povo de Marvão e o das terras circunvizinhas tem carinhosamente guardado através da sua tradição de séculos, pois já vem, segundo se diz, de tempos anteriores ao princípio da nacionalidade. 
    Com, efeito, a lenda da miraculosa aparição de Nossa Senhora da Estrela, no sítio onde depois se ergueu o templo actual, parece vir desde as recuadas eras do domínio dos Visigodos na Península, a dar fé à narração que, com mais ou menos variantes, é feita nas várias Crónicas Seráficas que compulsamos. Assim conta-se que depois da decisiva batalha de Guadalete em que foi derrotado Rodrigo, último rei dos Visigodos, derrota que abriu a Península à invasão dos serracenos ou messulmanos, os moradores de Marvão, não querendo sujeitar-se ao domínio dos novos invasores, haviam preferido seguir a sorte dos seus companheiros vencidos refugiando-se com eles nas escondidas e àsperas brenhas das serranias das Astúrias. E para que as suas imagens sagradas não fossem ultrajadas e destruídas pelos infiéis tomaram o expediente de esconder as que não poderam levar consigo, como aconteceu à imagem da Senhora da Estrela, oculta, para assim escapar ao sacrilégio, cerca de uns 300 anos, até ao momento de ser reconquistado aos mouros o elevado morro onde se ergue hoje a vila de Marvão. 
    Pouco depois deste sucesso conta-se que em certa noite uma estrela de extraordinário brilho e grandeza atraira os olhares de um pastor que guardava o seu gado nas cercanias. Deslumbrado por tão estranha aparição afoutou-se o pastor a subir até ao alto do monte onde depois se edificou o convento, sempre guiado pela luz intensa dessa estrela, descobrindo então a imagem em um recanto das penedias que ali se acumulam.
    Esta imagem esteve exposta à veneração e culto dos fiéis durante muitos anos no seu primitivo esconderijo, em uma rústica e improvisada capela formada com as próprias brenhas, que foi mais tarde beneficiada e revestida de azulejos. 
    Segundo a narração de uma das mais velhas crónicas da Ordem esta gruta, primitivo santuário onde se venerou com ferverosa crença a Santa, era constituída por um pequeno e reduzido espaço que, a custo, mal podia conter três ou quatro pessoas. Ali se conservou, porém, a pequenina imagem da Senhora da Estrela até que em 1724, sendo guardião do convento Fr. José de Santa Bárbara, foi mudada para a sua actual capela, não sem grande oposição e descontentamento dos devotos receosos de que a mudança fizesse perder a eficácia das maravilhosas virtudes que pela tradição lhe eram atribuídas.

 COELHO, Possidónio Mateus Laranjo, Terras de Odiana Coimbra, sem editora, 1924 , p.339-340
Fonte: http://www.lendarium.org


    Principal instituição religiosa de Marvão, o Convento foi fundado no século XV, a partir de uma petição feita pelos habitantes da vila e pelo Infante D. Henrique (então senhor da localidade) ao Papa, que obteve resposta afirmativa de Nicolau V a 7 de Julho de 1448. Um dos argumentos invocados para a construção de uma casa religiosa neste local foi o da lenda de Nossa Senhora da Estrela, tradição devocional de grande impacto na região e que está, ela própria, associada às origens lendárias de Marvão. Conta-se que, após a invasão muçulmana de 711, os cristãos da zona recusaram pactuar com o novo poder e, antes de fugirem para as Astúrias, onde ajudaram a montar a resistência, esconderam uma imagem de Nossa Senhora, por eles venerada. Muitos séculos depois, um pastor, guiado por uma estrela, encontrou a imagem, numa espécie de gruta, iniciando-se, aí, a grande devoção à santa (GIL, vol. II, 1988, p.124).
Pela sua importância, pensamos que, em algum momento da História, pretendeu-se atribuir maior antiguidade ao convento, razão do aparecimento da data de 1258 como ano de fundação (COELHO, 1982, p.16). Poder-se-á tratar, evidentemente, de um erro motivado por deficiente transmissão de dados, mas o certo é que nenhum documento ou prova material sugere uma instituição anterior a 1448, sendo, por isso, de duvidar de qualquer notícia relativa a 1258.
A construção ter-se-á iniciado imediatamente após a bula papal e supomos que as obras decorreram em bom ritmo ao longo desse século XV, podendo mesmo entrar nos inícios do século XVI, como o cruzeiro manuelino que se implanta no adro sugere. Da estrutura gótica restam ainda importantes elementos, sendo o portal principal o mais importante, até pelo impacto visual que proporciona. Apesar da elegância dos seus elementos (DIAS, 1994, p.168), é uma obra relativamente (propositadamente?) arcaica, característica do que se vem chamando gótico paroquial, mas cuja origem se encontra nos conventos mendicantes do século XIII. Na Estrela de Marvão, repetiu-se, dois séculos depois, um portal de arco apontado, de quatro arquivoltas e inscrito num avançado gablete. Para além desta notável fidelidade a esquemas góticos de Duzentos ou Trezentos, os capitéis não possuem qualquer decoração, o que indicia uma deliberada austeridade aplicada aos elementos artísticos, provável determinação da comunidade franciscana a quem foi confiada a instituição. Outros vestígios quatrocentistas encontram-se no claustro (onde subsistem alguns arcos geminados sob a camada seiscentista reformadora) e na capela lateral Norte, quadrangular e ainda com uma pequena porta que dava acesso a uma desaparecida dependência.
Nos séculos seguintes, foram muitas as alterações verificadas no conjunto. Logo no tempo manuelino, deu-se forma a uma outra capela, anexa à capela-mor, de dois tramos e com forte abobadamento em cadeia, que corresponderá a uma primeira campanha de beneficiação do lendário local onde aparecera a imagem. Em 1689, foi a vez do corpo da igreja ser integralmente refeito, com novo abobadamento e a supressão dos eventuais vestígios da obra primitiva neste sector.
Mas a mais importante fase moderna teve lugar nos finais do século XVIII, altura em que a diocese de Portalegre foi regida por D. Jerónimo Carvalhal e Silva. Este devoto da Senhora de Marvão empreendeu a construção da sacristia em 1772 (por trás da capela-mor e com acesso para a capela da Estrela), reformou parcialmente a capela da santa (cobrindo as suas paredes com azulejos azuis e brancos e mandando construir o retábulo de mármore e a imagem de jaspe que o coroa) e decidiu sepultar-se em campa rasa diante do altar, no solo da capela manuelina.
Extinta a congregação em 1834, o convento foi ocupado pela Misericórdia local, que aí instalou o seu Hospital. Nos últimos anos, foi a Santa Casa que promoveu obras de restauro e de ampliação, responsáveis pela actual configuração de todo o conjunto e pelo pequeno museu no interior da igreja.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Chafariz dos Golfinhos - Fundão


                                                      Chafariz dos Golfinhos - Fundão

Época de construção
Século XX

Cronologia
Foi projectado pelo arquitecto Salles Viana, a 15 de Outubro de 1931. Foi removido em 1961. Só em 1998 foi montado no Largo do Eiró onde permaneceu até 2012, ano em que voltou para o seu lugar original.

Descrição
Chafariz em granito, de planta rectangular e espaldar com aparelho almofadado, delimitado por duas pilastras e encimado por frontão curvo com cornija e falso beiral. Apresenta nicho de volta perfeita concheado com duas bicas em forma de peixes cruzados, que desembocam em taça concheada de planta circular. Caracterizado, também por brasão esculpido com data de 1747.

Fonte: http://www.cm-fundão.pt


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Fundão - Igreja Matriz


Igreja Matriz do Fundão (Igreja de S. Martinho)

A Igreja Matriz, edifício construído no século XVIII possui influência barroca. Alguns autores defendem que terá sido construído em 1707 sobre uma outra igreja românica. Possui duas torres sineiras adossadas à fachada principal, portal encimado por frontão interrompido com volutas e um nicho com uma imagem, entre dois óculos. No interior destaque para o altar-mor em talha barroca e para a pia baptismal.


Fonte: http://www.jf-fundao.pt

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Paços de Brandão - Praça


Tradições

    Semanalmente, ao Sábado é realizada a Praça, como os populares a chamam. Uma feira que vende todo tipo de produtos: alimentares e de uso diverso. É também uma ocasião para o visitante se deliciar com os doces das terras de Santa Maria, destacando-se a Fogaça e a Regueifa de entre muitos outros. A Praça realiza-se na rua em frente à Igreja Matriz 

Fonte: http://www.jf-pacosdebrandao.pt


terça-feira, 9 de julho de 2013

Paços de Brandão


                                                                     Paços de Brandão

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Paços de Brandão - Igreja Matriz


Igreja Matriz de Paços de Brandão - Orago - S. Cipriano

    A origem desta igreja é um pouco incerta mas, segundo a Diocese Portucalense, a mesma já existia entre 1131 e 1132. Antes da existência desta igreja, crê-se que já ali havia um local de culto primitivo. Este local foi sofrendo transformações ao longo dos anos até se erguer a Igreja Paroquial. Aquando do terramoto de 1755 em Lisboa, houve a necessidade de restauração de determinados edifícios, incluindo este, pois apesar de uma separação de mais de 300 km, o terramoto também provocou estragos no Norte do país. Em 1943 a Igreja necessitava de novo restauro. Contudo, não havia possibilidades para o fazer pois o orçamento revelou-se elevado e a população vivia do seu trabalho na indústria corticeira, com poucos rendimentos. Assim sendo, uma ideia brilhante surgiu por parte do Padre da altura, o Padre José Alves. Este idealizou as “Consoadas”, através das quais a população pôde contribuir para a paróquia de forma mais prazenteira, oferecendo as suas dádivas, consoante as suas posses. Esta tradição acabou por se tornar numa competição entre os diferentes lugares da freguesia e a paróquia acabou por beneficiar.

Fonte: http:// www.verportugal.net